domingo, 26 de fevereiro de 2017

ATITUDE E COMPORTAMENTO TÁTICO DÃO VITÓRIA AOS “BÊS”


O SL Benfica B viajou esta manhã de domingo até ao estádio do Mar onde, perante a formação do Leixões, disputou a 29.ª jornada da Ledman LigaPro.
Primeira metade dividida, intensa, marcada pelo golo anulado aos anfitriões (28’), e pela expulsão de Aurélio Buta, aos 38’, depois de um lance disputado com Porcellis. O árbitro, João Bento, mostrou o vermelho direto ao benfiquista.
Com o Benfica B em desvantagem numérica, o Leixões subiu no terreno e, até ao intervalo, André Ferreira, em três ocasiões teve de mostrar serviço.
Hélder Cristóvão reorganizou as tropas e a receita resultou! Reatar e golo do Benfica! Heriberto, num excelente lance individual pela direita remata cruzado e bate Assis. Estava feito o 0-1.
Aos 59’, belíssima jogada do coletivo encarnado! Saída rápida da zona de pressão, com Diogo Gonçalves, na esquerda, e encarar Assis e a rematar para o 0-2 em Matosinhos.
O Leixões ainda reduziu, aos 72’, na sequência de um canto, o jogo animou, mas a vitória não fugiu às águias que assim somam 47 pontos ocupam a 3.ª posição da geral.
O SL Benfica B torna a entrar em campo já na próxima sexta-feira, com a receção ao SC Olhanense. Esta partida, referente à 30.ª jornada da Ledman LigaPro, está agendada para as 18h00, no Caixa Futebol Campus (Seixal).
O SL Benfica B alinhou de início com André Ferreira, Buta, Rúben DIas, Ferro, Yuri Ribeiro, F. Luís, R. Escoval (Pedro Amaral, 46’), Pepê, D. Gonçalves, Heri e Zé Gomes (Gedson, 57’).
Suplentes não utilizados: Zlobin, Romário Jota, J. Felix e Luquinhas.
No final do desafio, em declarações proferidas na flash interview André Ferreira destacou a união do grupo.
“Jogámos num campo difícil, frente a uma boa equipa, a adversidade da expulsão do Buta complicou mas na II Liga o jogo só acaba no final. Ao intervalo tivemos uma boa palestra, interpretámos bem e fizemos a diferença. Vitória justa e bem conseguida. O segredo? A união e a atitude da equipa”, disse o guarda-redes.
Hélder Cristóvão mostrou-se muito satisfeito com a postura dos seus jogadores e enalteceu os três pontos conquistados, sempre na ótica do processo do coletivo.
“O segredo esteve na organização. Não vínhamos para jogar assim, mas tivemos de nos adaptar. Reforçamos o meio-campo e preparámos a equipa para a superioridade numérica nas transições. Num jogo difícil, frente a uma equipa muito bem trabalhada, os meus jogadores souberam sofrer e foram audazes e unidos… é só assim se consegue chegar longe. Foi tremendo o que fizemos aqui hoje. Quero enaltecer a atitude e o comportamento táctico da minha equipa. Estamos a crescer muito dentro do processo”, elogiou o técnico.

PRIMEIRAS PÁGINAS


LEONOR E AS DESVANTAGENS DE JOGAR EM CASA


Reconhecendo quanto a todos aborrece o debitar de opiniões sobre a vida dos nossos clubes por parte de gente adversária do mundo do audiovisual e com acesso à imprensa escrita, longe de mim mora a ideia de proferir o que quer que seja de considerações pessoais sobre o confronto eleitoral em curso no Sporting e sobre os perfis dos candidatos a concurso do outro lado da rua. Houve, no entanto,  na noite desta quinta-feira um pormenor de caráter exclusivamente logístico sobre o qual será permitida a estranhos uma fugaz e nada abusiva reflexão. Tratou-se da escolha do palco para a transmissão do único debate da campanha e que, ao contrário de todas as previsões, se veio a revelar de modo uma escolha funesta para a legítima ânsia de unanimidade do presidente em exercício e, sobretudo, para o alimento do seu ego exuberante. O facto do debate ter acontecido na Sporting TV o que, à partida, sugeriria grossa vantagem para o poder instituído - a vantagem indiscutível de jogar em casa - e, principalmente, sugeriria uma grossíssima ingenuidade do seu concorrente - a ingenuidade de se colocar à mercê da oratória e dos meios técnicos do regime - transformou-se em duas horas e quase meia de torrencial desmerecimento da figura do presidente em exercício sob a égide oficial e sob o logótipo do canal do clube. Manietado pelo arremedo de uma pose de Estado que julgou bastante para um triunfo em toda a linha, porventura surpreendido pela ousadia do concorrente e pela notável imparcialidade do moderador - que foi muito mais um jornalista em serviço do que um funcionário ao serviço -, muito se deve ter arrependido o presidente em exercício de não ter preferido à sua Sporting TV, o estúdio neutro de uma SIC, de uma TVI, de uma RTP onde se sentiria totalmente liberto dos constrangimentos do protocolo que a si próprio impôs sem ter de passar pelo incómodo de se ver publicamente desconsiderado na sua própria casa. O presidente em exercício, tudo o indica, continuará a "brincar" com as câmaras da Sporting TV por mais quatro anos mas tão cedo não se vai esquecer do que teve que suportar em nome da louvável democracia, interna, essa malvada.
Entretanto, o Benfica venceu ontem o Desportivo de Chaves que é a equipa-sensação da temporada ao ponto de ter afastado o Porto e o Sporting da Taça de Portugal. Ontem, jogando muito bem, não conseguiu afastar o Benfica do seu sonho. Mas deu uma trabalheira.

Leonor Pinhão, in record

SINAIS DA BOLA


"1, 2, 3, 4, 5
Mitroglou (quem mais?) marcou dois golos e voltou a ser decisivo. Quinto jogo consecutivo a marcar - Nacional, Arouca(2), Dortmund, SC Braga e Chaves(2). O avançado grego é, neste momento, o abono de família benfiquista. Soma 22 golos em todas as provas.

Ui
O jogo a correr mal a Rafa e Pedro Tiba ainda lhe fez uma maldade (41'). O avançado avançou como um foguete para o médio e ficou com os olhos trocados quando Tiba passou a bola por trás das costas. O flaviense ainda foi finalizar o contra-ataque que lançou.

Quantos mais melhor
Cerca de dois mil flavienses estiveram na bancada a apoiar o Chaves. Caso raro de tanto apoio de um adversário das águias na Luz. O Chaves não visitava o palco dos encarnados para o campeonato desde 14 de Maio de 1999. Passaram quase 18 anos.

Inspira, expira
Benfiquistas com coração nas mãos nos últimos minutos. Pedro Tiba quase marcou aos 82' e o árbitro anulou golo a Massala por fora-de-jogo aos 83'. Depois de dois jogos a vencer por 1-0, Mitrolgou descansou o público ao marcar o 3-1 a dois minutos do fim.

Pé quente
Aprendeu a falar castelhano no Olympiakos e, no final do primeiro ano, já sabia português. Samaris, em declarações à BTV, falou em português corretíssimo e já conhece as expressões do futebolês. «Mitro está com o pé quente», assinalava."

Nuno Paralvas, in a bola

BARBA & CABELO


CARTOON


INDIGNAÇÃO


"Apesar do triunfo alcançado em Braga, e da manutenção da liderança do Campeonato, confesso que, no domingo à noite, senti uma enorme preocupação.
Independentemente dos resultados, o que se passou nos estádios em que se lutava pelo título não pode ser branqueado. O Benfica ganhou, mas o golo de Mitroglou não apaga mais uma arbitragem desastrosa, e muito penalizadora para o nosso Clube – algo que, sobretudo de há uns meses para cá, se transformou num hábito.
Dois penáltis por marcar e um golo mal anulado, entre outros erros menores, são matéria mais do que suficiente para estabelecer um padrão: o campo estava inclinado, como esteve nos jogos com o Boavista, com o Moreirense e com o V.Setúbal. Paralelamente, o FC Porto, em vésperas de compromisso europeu, viu a sua equipa simpaticamente guiada até a uma confortável vitória, por uma arbitragem digna dos anos noventa. Como disse o treinador do Tondela, o que ali se viu foi surreal, e é assustador para quem esperava um Campeonato decidido apenas dentro das quatro linhas. 
Assusta mas, infelizmente, não surpreende. Quando, no início de Janeiro, os árbitros foram objecto de uma inusitada campanha de intimidação a duas vozes, temi desde logo os efeitos. Eles não se fizeram esperar. Aí os temos. Nas nomeações, e consequentemente nos jogos.
Este Campeonato é muito importante para nós, mas ainda mais importante para o nosso adversário directo. Os últimos quarenta anos ensinaram-nos muito. Alguns dos protagonistas mantêm-se e a falta de pudor também. As pressões metem medo e fazem mossa. Esperar algo diferente é como acreditar no Pai Natal."

Luís Fialho, in O Benfica

COACÇÃO


"A iniciativa do Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD de solicitar, na semana passada, uma reunião com a Secção Profissional do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol merece ser saudada por três motivos.
Em primeiro lugar, a transparência. A preocupação de o presidente Luís Filipe Vieira e seus pares tomarem o futebol português mais atractivo do ponto de vista desportivo e, sobretudo, mais integro a nível da transparência das suas competições é a melhor prova da importância que o Glorioso confere à credibilidade da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Por muito que custe a reconhecer a algumas mentes mais perversas, a verdade é que nas últimas semanas se têm verificado situações de coacção e condicionamento sobre a arbitragem.
As ameaças feitas do árbitro Artur Soares Dias, em pleno Centro de Treinos da Maia, no dia 5 de Janeiro deste ano, por membros da claque do FC Porto e o pertardo disparado pelos mesmos adeptos para o guarda-redes Moreira, no Estoril-FC Porto, foram dois episódios gravíssimos. Todos esperamos que as entidades competentes investiguem acusem e punam os infractores. É intolerável que um árbitro, seja o primeiro ou último classificado, se sinta condicionado em campo a pensar que algo de mal lhe poderá acontecer ou aos seus familiares se tomar uma decisão que prejudique o clube dos adeptos ameaçadores.
Basta analisar os jogos do Tricampeão com Boavista, V. Setúbal, Nacional, Arouca e SC Braga para detectar erros clamorosos que nos causaram a perda irreparável de três pontos, uma expulsão injusta, três expulsões perdoadas aos nossos adversários, um golo mal invalidado e cinco penálties por assinalar a nosso favor.
Basta analisar os jogos do FC Porto com Paços de Ferreira, Rio Ave, V. Guimarães e Tondela para perceber que o nosso adversário devia ter menos cinco pontos.
Só não vê quem não quer."

Pedro Guerra, in O Benfica

sábado, 25 de fevereiro de 2017

MITROGLOU COM O LÍDER ÀS COSTAS


Tem sido assim ao logo das últimas semanas: um Benfica muito dependente de Mitroglou - e também de Ederson, que ontem voltou a ser obrigado a trabalho redobrado - para resolver os problemas que, embora líder, não consegue disfarçar. Claro que não é só demérito dos encarnados, o Chaves provou na Luz aquilo que já tinha mostrado em jornadas anteriores: é uma excelente equipa, muito bem orientada por Ricardo Soares, treinador que conseguiu pegar no grande trabalho desenvolvido por Jorge Simão e, apesar das baixas provocadas pelo mercado de inverno, manter uma equipa competitiva - talvez até mais competitiva do que na primeira fase da época. Ainda assim, o conjunto de Rui Vitória, repetimos, voltou a não conseguir esconder algumas dificuldades que vem revelando de há uns tempos a esta parte, em especial quando chega a hora de controlar o adversário. A ausência de Fejsa no meio-campo na partida de ontem (e noutras...) é, claro, um argumento a ter em conta, mas não explica tudo: a águia devia ter matado o adversário bem mais cedo, evitando os calafrios por que acabou por passar até Mitroglou, já em cima do final, bisar e fazer suspirar de alívio as bancadas da Luz. Óbvio que o essencial foi conseguido: o Benfica ganhou e colocou desta vez toda a pressão no FC Porto, que depois da desgastante noite europeia na quarta-feira tem amanhã teste muito duro no Estádio do Bessa, onde entra ciente de que um deslize pode complicar (embora nunca hipotecar) a equipa na luta pelo título. Para os adeptos benfiquistas ficará, talvez, a ideia mais otimista: mesmo não jogando de forma brilhante a equipa tem-se mantido na frente. E como não há mal que sempre dure, isso será sempre um bom sinal.

Ricardo Quaresma, in a bola

O DEBATE