segunda-feira, 23 de abril de 2018

O "SALVIADOR"


"Salvio salvou o Benfica com golo no final, mas Zivkovic foi melhor em campo.

Cabeça limpa após o clássico
1. Benfica apresentou-se de cabeça limpa e a jogar bem na Amoreira depois da derrota no clássico com o FC Porto. Rui Vitória começou a ganhar o jogo quando decidiu manter a mesma equipa inicial. Não deixou cair nenhum jogador e, depois das derrotas, é muito complicado fazer essa gestão. Para nós, treinadores, saber o que fazer depois de algumas derrotas é um mundo tremendo e muito complicado. E, por vezes, alguns jogadores até obrigam os treinadores a serem injustos. Mas Rui Vitória deu um sinal positivo para toda a equipa, teve o raciocínio e a lucidez de não penalizar ninguém, mostrou respeito pelos jogadores.

Jogo merecia mais golos
2. Este foi um jogo que merecia mais golos, podia ter acabado 6-4 ou 6-3, tendo em conta as oportunidades criadas pelas equipas, mas sempre com a vitória do Benfica. O Estoril dividiu o jogo, especialmente na segunda parte, e até esteve por cima dos encarnados algumas vezes, numa altura em que se vivia um caos positivo em campo e os treinadores já pouca capacidade tinham de intervir no que se estava a passar no relvado, já pouco tinham a dizer aos jogadores. Foi já no tempo de compensação, dentro desse contexto, que o Benfica chegou à vitória justa.

Rafa, de herói a vilão
3. Na primeira parte, águias causaram muito dano no meio-campo do Estoril nas entradas verticais e na intensidade da recuperação com bola. Até aos 30 minutos, foi superior. Estoril reposicionou jogadores e conseguiu equilibrar o jogo, embora sempre com o Benfica mais forte. No segundo tempo, foi jogo de loucos depois do empate. O Estoril, em 4x3x3, percebe que pode ganhar e Allano foi grande agitador. A entrada de Salvio e a saída de Cervi torna o Benfica uma equipa mais de contra-ataque. Aí viu-se a grande dificuldade de Rafa: a finalização. Foi herói, por marcar o primeiro golo, passou a vilão, por ter perdido oportunidades de sentenciar a partida. Benfica arrisca tudo com Seferovic e Jardel a ponta de lança. Golo aparece quando estão Jiménez, Seferovic, Jardel e Salvio. O argentino foi salviador, mas Zivkovic foi o melhor em campo, por ter mantido a capacidade de raciocínio e de carácter para levar a jogo para a frente.

Sem Jonas, menos Pizzi
4. Benfica voltou a jogar com Raúl Jiménez no lugar de Jonas. Mas, na equipa, Jonas é insubstituível, tem dentro dele os verdadeiros números 10 e 9, ou seja, constrói e define. Desaparece e nunca se sabe quando aparece. O Benfica perde muito quando ele não está e Pizzi perde mais por faltar a principal referência para as combinações, já rotinadas desde o 4x4x2."

Vítor Manuel, in A Bola

domingo, 22 de abril de 2018

O CASO DE MUNIR


"Munir El Haddadi é um jogador de futebol actualmente emprestado pelo Barcelona ao Desportivo Alavés, de nacionalidade espanhola mas com ascendência marroquina.
A Federação Real de Futebol Marroquina, cuja selecção foi apurada para o Mundial-2018 (e está no grupo de Portugal, Irão e Espanha), apresentou um pedido à FIFA para que o atleta pudesse mudar a sua «nacionalidade desportiva» de Espanha para Marrocos, pretensão que foi recusada por aquele órgão.
Com efeito, as regras da FIFA (concretamente, os artigos 6 e seguintes dos Estatutos) impedem que qualquer jogador que tenha participado em competição oficial por uma determinada selecção possa jogar uma partida internacional ao serviço de outra selecção, sendo previstas muito poucas excepções a esta regra.
Ora, Munir jogou pela Espanha na fase juvenil e fez uma aparição pela Selecção Nacional espanhola a nível sénior em eliminatória do Euro-2016 em Setembro de 2014. Curiosamente, conforme foi confirmado pelo seleccionador espanhol à data dos factos, o atleta apenas foi chamado para esse jogo contra a Macedónia devido a lesão do jogador habitualmente titular. Caso o jogo no qual alinhou fosse amigável, a questão poderia ser diferente.
A Federação marroquina e Munir El Haddadi recorreram muito recentemente da decisão da FIFA para o Tribunal Arbitral do Desporto de Lausanne (CAS) para tentar reverter a situação e para que o jogador possa competir na Rússia em Junho. O processo arbitral já se iniciou e a decisão deve ser proferida em meados de Maio, para que a nacionalidade desportiva do jogador seja decidida antes do início do Mundial de 2018."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

VAMOS RENOVAR O FUTEBOL?


"Aproxima-se o final de mais uma época e nada mais oportuno do que pensar futebol, identificar pontos fracos, alavancas de desenvolvimento e projectos estruturantes e sustentáveis. Abandonar o ancestral erro de pensar e decidir sobre o joelho, por repentes e momentos, quase sempre com a ignorância e a obsessão como companhias desaconselháveis.
Na pirâmide do futebol está o Presidente da FPF. Não é aí que reside a prioridade das prioridades. Isso é unicamente uma consequência, um facto.
O essencial é conhecer o futebol, os seus contextos, as realidades e problemas, bem como a forma e o plano para superar limitações graves e evitar erros sistemáticos, com um rumo definido, para prazos alargados.
Como qualquer “produto” (arrepia-me usar essa palavra para designar, neste caso, o futebol) é importante criar um universo estável, atractivo, de confiança, e prestigiante. Um compromisso envolvente e urgente.
Particularmente, sem tiques de poder ilusório e uma grande capacidade para saber interpretar os sinais dos tempos. Há marcas que têm a capacidade de pulverizar o tempo… Outras perdem-se num lapso curto, sem memória, ainda que com consequências nefastas, com a pouco recomendável companhia de impunidades.
Claro que as vitórias são mais importantes do que as derrotas ou empates, mas estes não podem criar climas de “guerra contínua”, de desvalorização sistemática. Desse modo, há sempre mais prejuízos e sementeiras de violência.
Os dirigentes têm de ter sempre a noção de que o nosso futebol tem um potencial único em talento, desde as camadas jovens: vejam-se os percursos das nossas selecções nacionais jovens, todos os anos. 
Falta o mais fácil: organização e diálogo. Bom senso também. Se só um pode ser campeão, em cada prova, há que assumir a competição com o máximo rigor.
A mudança de comportamentos nos adultos não é nada fácil. Mas é possível, útil, agradável e com sentido.
Alterar regulamentos por hábito, sem encontrar entendimentos e relacionamentos para que o nosso futebol seja cada vez melhor, mais competitivo, mais lucrativo, não é o caminho certo.
Ser adversário não pode implicar agressividade desmedida, insegurança, destruição e conflitualidade sem nexo ou por vício.
Por isso reafirmo que o nome do Presidente da FPF não é essencial. A não ser que consiga tornar o futebol no seu todo, como objectivo principal e credível, mesmo internacionalmente, sem jogos ou trocas de “cromos” de colecções com prazos vencidos.
Pensar global, agir e desenvolver local.
Com decisões coerentes, justiça imparcial, regras e responsabilidades assumidas pelos clubes e adeptos, sem desvios de focos laterais mas com o objectivo na qualidade do jogo, podemos avançar com segurança.
O Futebol é arrebatador, identificador, emocionante e sempre um espaço de paixão. É isso também que o torna imortal. “O poeta Herberto Helder (1930-2015) lembrava que os gregos antigos não escreviam necrológios. Quando alguém morria perguntavam apenas: “Tinha paixão”? Para eles, tudo devia estar provido de paixão e tudo aquilo que não estivesse era censurável.” (in Gustavo Pires, “O Páthos Olímpico”, A Bola, artigo 86).
Algumas sugestões:
- Auditorias às diversas entidades que tutelam o desporto a nível nacional e regional bem como aos clubes e aos órgãos de classe da Assembleia Geral da FPF. Conhecer bem o estado da “nação” do futebol.
- Plano de crescimento quer do número de praticantes e clubes quer da qualidade competitiva.
- Mudança de paradigma do actual e errado modelo de formação para todas as modalidades, permitindo a concorrência pela especificidade.
- Qualificação estruturada dos treinadores de formação. Tenho a impressão que estamos a regredir velozmente em vários aspectos e a formação é um deles.
- Alternativas de formação e de carreira para realidades diversas. Não esquecer de criar condições para preparar futuros para profissionais de futebol
- Possibilidade de associação de Associações Distritais/Regionais.
- Erradicar “gorduras” desnecessárias como entidades de cúpula sem racionalidade nem verdadeira legitimidade democrática (tipo Confederações…que só atrapalham).
- Definição de perfis para Presidentes de entidades de nível nacional (e não só), com critérios objectivos e transparentes.
- Mesmo com a legitimação prática (desconheço se legal) de lobbying, agir célere contra tentativas de controlo monopolista (seja de órgãos federativos, judiciais ou governativos, clubes mais pequenos, comunicação social).
- Abandonar de vez o confronto personalizado entre FPF e LIGA.
- Reduzir a “sacralização” desviante de meios tecnológicos (VAR - condições idênticas para todos ou então, é injusto e menosprezante!) e reforçar a formação de qualidade humana, ética e técnica dos árbitros. Usar estratégias para detecção de talentos e potenciá-los.
- Conseguir que os diversos agentes desportivos deixem de vez o “cinismo nos mind games” que são tristes, nada edificantes e lamentáveis. Ética sem falsas modéstias, sem hipocrisias ou egocentrismos preocupantes.
- Não “matar as galinhas de ouro”: ou seja, atender ao número de jogos adequados por época para que a representação da Selecção Nacional seja importante e prestigiante. Por outro lado atender às necessidades dos clubes em função de receitas de que necessitam.
- Criar em cada distrito, torneios abertos onde as escolas podem participar (já foi realizado com sucesso) bem como torneios intermunicipais, ainda um tesouro para crescer bastante mais.
- Acabar com o vírus da centralização que atrofia o país há séculos e cria uma capital que se apodera abusadoramente de bens que deveriam ser distribuídos por várias regiões, que até no projecto hat-trick da UEFA se manifesta. Os grandes investimentos continuam em Lisboa, enquanto que a melhoria significativa e generalizada dos espaços desportivos pelo país se vão adiando (ver situações na Taça de Portugal em que os clubes não podem jogar no seu campo por “falta de condições” para receber os clubes com mais “estatuto (?)”).
- Há sempre muitos outros pormenores e grandes adiamentos sucessivos que se vão mantendo. A velocidade das alterações conjunturais hoje é invulgar, bem como a possibilidade de impedir o complexo dos “pequenos ditadores”.
- O futebol merece muito mais “Porque do Desporto emerge um legado admirável de normas, de valores, de ideais, de hábitos, de ritos, que civilizam, que humanizam”. (in Manuel Sérgio, “O Desporto: Educação e Cultura”, A Bola, artigo 238).
O futebol é um bom exemplo de renovação imparável: das capacidades técnicas às construções tácticas, das estratégias aos novos equipamentos, das emoções aos estádios, da paixão que nunca reduz à bola que sempre seduz."

ESTORIL 1 x 2 BENFICA, ANÁLISE - BENFICA TV HD - 21 ABRIL 2018

                                           

MARQUEZ VENCE MOTOGP AMERIKA 2018 ✔️ FULL HIGHLIGHTS

                                           

UM AZAR DO KRALJ


O Benfica voltou às vitórias, mas Um Azar do Kralj tem uns recados para o Sun Tzu de Vila Franca de Xira, especialista em banalidades
O Benfica venceu o Estoril (2-1) e Vasco Mendonça tem isto a dizer ao "Sun Tzu de Vila Franca de Xira", também conhecido como Rui Vitória: "Nada como umas banalidades de Rui Vitória para evidenciar a banalidade em que se transformou o futebol de Pizzi. Ainda bem que a vida do Pizzi está estabilizada. A dos benfiquistas nem por isso"
Bruno Varela
A boa notícia é que deverá sobreviver ao remate de Halliche que lhe passou entre as pernas. A má notícia é que as suas pernas estão neste momento a ser reaparafusadas e tudo indica que irá manter a titularidade.
André Almeida
Falhou uma excelente oportunidade aos 22’, mas comparado com os falhanços de Rafa foi quase como se tivesse marcado. Tremeu um bocadinho nas tarefas defensivas e só descansou quando Allano saiu lesionado, mas apenas por alguns instantes, até ser sentado por Lucas Evangelista, aquele jogador que ninguém entendeu ser necessário contratar em janeiro para o lugar de Krovinovic, curiosamente o último futebolista que tinha sentado André Almeida.
Jardel
Desde o oitavo filme da série "Saw" que os adeptos do cinema de terror procuram um sinal de esperança. Para perplexidade geral, uma nova saga nasceu hoje no António Teixeira de Mota. O primeiro filme da saga “Jardel aparece solto no último terço do terreno e passa de calcanhar para um adversário” estreou e promete levar ao delírio os adeptos dos adversários do Benfica.
Rúben Dias
Ainda não havia dez minutos de jogo quando uma falta mais impetuosa levou o árbitro a dirigir-se a ele. Rúben Dias receou o pior, mas Hugo Miguel logo esclareceu o nosso jovem talento, explicando-lhe que teria de se esforçar muito mais se quisesse ser excluído por acumulação de amarelos. Rúben percebeu a ironia e tentou baixar a bolinha.
Grimaldo
É a segunda assistência para golo em apenas sete dias. Depois do passe para Herrera, hoje foi a vez de decidir mais um jogo, desta vez a favor do Benfica, com uma assistência maravilhosa para Salvio. Tentou por todos os meios ressuscitar a ala esquerda que já o vimos formar com Cervi e Zivkovic, mas não há meio de a coisa voltar a carburar.
Fejsa
Está a ser um ano formativo. Fejsa apareceu hoje em campo com o semblante de quem percebeu que não chega ele merecer o pentacampeonato. É preciso que todos mereçam.
Pizzi
Rui Vitória explicou ontem o momento de forma vivido por Pizzi, que hoje recebeu da ACAPO o prémio de melhor jogador em campo. Segundo o Sun Tzu de Vila Franca de Xira, Pizzi está a viver um momento menos bom do qual Rui Vitória não tira nenhuma ilação particular, acrescentando que o jogador está casado, tem um filho e tem uma vida estável. Enfim. Nada como umas banalidades de Rui Vitória para evidenciar a banalidade em que se transformou o futebol de Pizzi. Ainda bem que a vida do Pizzi está estabilizada. A dos benfiquistas nem por isso.
Zivkovic
Mesmo em noites pouco inspiradas, Zivkovic é decisivo. Continua a assistir como mais ninguém na liga portuguesa, mas não se fica por aí. Nota-se nele uma vontade furiosa de vencer, a natureza irrequieta dos génios incansáveis e uma urgência de viver própria de quem assistiu no banco de suplentes a 492 minutos de Filipe Augusto na presente época. Mais do que um futebolista, é um sobrevivente.
Rafa
Regressou ao relvado após a substituição contra o FC Porto e não precisou de muito tempo para marcar. Assim que viu a reacção de felicidade nas bancadas, Rafa percebeu que a continuar assim poderá tornar-se um novo ídolo dos benfiquistas. Esta breve reflexão catapultou-o para os níveis de ansiedade a que já nos habituou e a partir daí foi falhar golos como se não houvesse amanhã. Os adeptos do Benfica deviam começar a levar uma cartolina que diz apenas “dá-me a tua camisola” e um marcador para preencher com o nome do jogador no final, consoante o resultado e a exibição.
Cervi
Apetece-me muito fazer uma brincadeira qualquer com o termo Cervilusa, mas sinto que poderá ser injusto e de mau gosto.
Raúl Jiménez
Sofreu um pénalti não assinalado que primeiro o deixou a sangrar e depois com um penso ridículo na cara, mas nem por isso deixou de disputar cada lance como se fosse a última vez.
Salvio
O Benfica devia começar a vender aqueles soutiens masculinos - que Salvio exibiu durante os festejos do golo - na sua loja oficial. Se alguém precisa de acompanhar atentamente o seu batimento cardíaco, são os adeptos. Obrigado, Salvio. A ver se pelo menos caímos de pé.
Seferovic
Entrou em campo a transpirar, talvez surpreendido pelo facto de mais uma vez as pessoas esperarem que ele decida jogos a favor do Benfica. Não se via um equívoco assim desde que George Costanza fingiu ser biólogo marinho.
Samaris
Desta vez entrou em campo para segurar uma vitória e não um empate do Sport Lisboa e Benfica. É caso para dizer que o mundo voltou a fazer sentido.
Um Azar do Kralj, in Tribuna Expresso

DERROTA NO CLÁSSICO NÃO TIRA LIDERANÇA


BASQUETEBOL
O Benfica tentou encurtar distâncias, mas não evitou o desaire por 98-85 na partida da 7.ª jornada da 2.ª fase da LPB.
A equipa de Basquetebol do Benfica saiu derrotado, este domingo, da visita feita ao Dragão Caixa, por 98-85, em jogo da 7.ª ronda da segunda fase do Campeonato Nacional.
Melhor no lançamento exterior, o Benfica, ainda assim, teve dificuldade em parar o melhor jogo interior do FC Porto, nomeadamente por parte de Borovnjak. O conjunto da casa aproveitou, igualmente, os lançamentos livres para se distanciar no marcador.
No final do 1.º período, o resultado registava um equilíbrio (30-27), situação que não se manteve até ao intervalo. Os segundos 10’ do jogo permitiram a maior distância pontual por parte dos azuis e brancos. Ao intervalo, o placard assinalava 54-39.

Na etapa complementar, o Benfica tentou encurtar distâncias e conseguiu-o em algumas situações, mas, na verdade, o conjunto nortenho soube sempre manter o controlo do jogo. No final do 3.º período, o resultado era de 76-62 e chegou ao fim com os da casa a ganharem por 13 pontos de diferença (98-85).
Os marcadores do Benfica foram: Todic (20), José Silva (19), Carlos Andrade (9), Tomás Barroso (8), Nuno Oliveira (7), João Soares (7), Pitts (4), Raven Barber (4), Nicolas dos Santos (4) e Carlos Morais (3).
As águias seguem líderes com 53 pontos e na próxima ronda, 27 de abril, recebem o V. Guimarães.

HUMOR ARDENTE


SPORTING VENCE BENFICA E LIDERA PLAYOFF


VOLEIBOL
SL Benfica e Sporting CP medem forças no 4.º jogo da final do play-off no próximo sábado, dia 28 de abril, às 15h00.
Que grande jogo de Voleibol! Sport Lisboa e Benfica e Sporting CP protagonizaram, este domingo, um enorme espetáculo! No dérbi, referente ao jogo 3 da grande final do play-off do Campeonato Nacional, os leões foram mais felizes, colocaram-se em vantagem na eliminatória à melhor de 5 (1-2), mas este foi um daqueles jogos em que nenhuma das formações merecia perder… Um hino à modalidade!
Depois do taxativo 3-0 na Luz, no jogo 1, resposta do Sporting, com um 3-0, no jogo 2, no Pavilhão João Rocha. Ora, se nesses dois encontros, os números não mentem e, apesar do equilíbrio, houve uma equipa que se superiorizou à outra… no dérbi, deste domingo, a decisão final surgiu em pequenos pormenores e, há que dizê-lo, face à entrega, qualidade e coração colocado em quadra por todos os intervenientes, a vitória ficaria bem a qualquer uma das equipas.

O Sporting entrou melhor, venceu o 1.º set (25-20); o Benfica reagiu e respondeu com o triunfo no 2.º, com um 24-26, já nas vantagens. No 3.º set novamente os leões a colocarem-se na frente (25-19), com o Benfica, a puxar dos galões e a triunfar no 4.º set, o menos equilibrado de todos (18-25). Seguiu-se a negra, com os adeptos das duas equipas em vibrante apoio.
Emoção até ao final, luta, intensidade, entrega, muito coração… houve de tudo! O Benfica esteve a vencer por 3 pontos, contudo, já no final, o Sporting empatou, passou para a frente e fechou o set (15-13) e o jogo num 3-2 final!
A decisão segue agora, no próximo sábado, para o Pavilhão n.º 2 da Luz! E as contas são fáceis de fazer! Caso o Sporting vença, sagra-se Campeão Nacional; caso vença o Benfica, tudo empatado novamente e vai haver negra.
SL Benfica e Sporting CP medem forças no 4.º jogo da final do play-off no próximo sábado, dia 28 de abril, às 15h00, no Pavilhão n.º 2 da Luz. Forçando a negra, a mesma realiza-se no dia 1 de maio, às 16h00, no reduto dos verdes e brancos.

RAFA E O PROBLEMA DE SEMPRE


O Benfica justificou a vitória na Amoreira?
Pela primeira parte, sim; pela segunda, não. O cariz da partida modificou-se radicalmente, a partir do momento em que Bruno Gomes alargou a frente de ataque do Estoril. Os canarinhos revelaram-se mais pressionantes e discutiram o resultado até ao fim.
Pode dizer-se que os encarnados tiveram a sorte do jogo?

Em grande medida, sim, até porque, após o empate do Estoril, o Benfica não dominou o jogo. O golo da vitória não foi obtido num período em que o adversário estava asfixiado pelo caudal ofensivo dos encarnados.
Rafa foi o homem do jogo?
O homem do jogo foi Salvio, que decidiu a partida, ou Zivkovic, pela excelente exibição, mas Rafa teve grande protagonismo. Marcou o primeiro golo e falhou, uma vez mais, outras oportunidades claras. É um problema recorrente. Se o ex-bracarense ‘tivesse golo’, seria hoje um elemento indiscutível da Seleção Nacional e era pretendido pelos clubes mais endinheirados do futebol europeu.
O Estoril, agora último classificado, está condenado à 2.ª Liga?
Está numa posição muito pouco tranquila, é um facto, mas longe de estar condenado. Como é óbvio, se os canarinhos jogarem como fizeram ontem, ou em casa frente ao Sporting, ou mesmo na ‘tal’ primeira parte com o FC Porto, não vão descer, por certo, de divisão.
Luís Pedro Sousa, in Record